Saturno
Nos primórdios, o homem sentiu a necessidade de juntar-se com outros para melhor sobreviver (Vénus). As diferenças individuais se manifestaram de forma instintiva e agressiva ameaçando o equilíbrio do grupo (Marte). Com a evolução do grupo para uma sociedade, criaram-se regras e leis baseadas sobretudo em valores morais e espirituais como mandamentos e tabus religiosos, para conter o impulso mais primitivo e que também possibilitaram um aumento do controle consciente (Júpiter).
Saturno representará a evolução deste processo, simbolizando a internalização destas leis, regras e princípios morais e simultaneamente a criação de instituições sociais que se encarregassem do cumprimento das mesmas.
No homem, Saturno representa a consciência já formada e amadurecida, com mecanismos severos construídos com os fins de conter os impulsos primitivos e agressivos e consolidar a inserção e manutenção adequada do homem na sociedade.
No desenvolvimento do homem, Saturno representa um estágio que na criança é correspondente ao que se chama de Complexo de Édipo.
Complexo este que levará a etapa final da consolidação do superego e a introdução do princípio da realidade.
Em primeiro lugar, vamos estudar o que é o princípio da realidade e superego.
Freud, quando formulou sua teoria do aparelho psíquico, disse que este era formado por 3 partes distintas; o ID., o EGO e o SUPEREGO.
O ID representa àquela instância do aparelho psíquico que já nasce com o homem, representando todos os desejos e impulsos instintivos. Quando o bebé nasce, ele é puro ID, vivendo e se comportando em função de seus desejos, numa busca constante de prazer e fuga do desprazer. Tudo o que favorece e permite a sobrevivência é prazeiroso e tudo o que ameaça a sobrevivência e o desenvolvimento é doloroso. Por exemplo a fome. O bebé chora convulsivamente quando tem fome, pois o alimento o permite sobreviver e se desenvolver. Consequentemente, a saciação é um estado de êxtase para o bebé. O mesmo acontecerá com o frio/calor, o aconchego, o carinho, os cuidados.
O ID funciona de acordo com o princípio do prazer. Como vimos este princípio se rege pela busca da satisfação imediata de qualquer necessidade. Por exemplo, o bebe chora convulsivamente quando quer mamar. Quer, e quer agora, não aguenta esperar nem 1 minuto, se colocamos o dedo, a ponta da almofada ou a chupeta na boca do bebé, ele tentará mamar, e imediatamente para de chorar. A criança pequena (antes do 3 anos) quando quer um brinquedo quer agora, já. Não pode esperar, e qualquer brinquedo serve. Não tendo brinquedo, uma panela e uma colher servem de tambor, e suas necessidades satisfeitas, a criança para de chorar. Depois de muito pouco tempo, o brinquedo já não satisfaz mais e uma outra coisa qualquer será desejada. O princípio do prazer funciona assim. Como o que predomina é a urgência de satisfação, troca-se o objecto desejado facilmente por outro.
O princípio da realidade vai surgindo com o desenvolvimento de outra instância do aparelho psíquico, o SUPEREGO. Este princípio é o oposto do princípio do prazer. Se rege não pela satisfação imediata, mas pela capacidade de adiar a satisfação imediata, de aguentar a falta e esperar para conquistar o objecto de desejo que é específico e insubstituível. Um exemplo é a criança mais velha que consegue esperar até o Natal para ganhar aquele brinquedo específico, que vai satisfazer o desejo da criança por muito mais tempo. O princípio da realidade permite que o indivíduo aguente esperar para ter aquilo que deseja, sem ter que substituir por outra coisa qualquer para satisfazer-se imediatamente. Também permite que o indivíduo consiga conquistar o que deseja, seja através do bom comportamento, ou através do esforço/trabalho. Também permite que o indivíduo aprenda a gerir o tempo. Da mesma forma, transformará os desejos mais primitivos em mais elaborados, por exemplo transformará o impulso de fome em ambição. E todos estes princípios são princípios regidos por Saturno.
É importante ressaltar que os dois princípios podem funcionar no homem adulto. Aqueles que funcionam mais a partir do princípio da realidade geralmente estão mais adaptados para a realidade adulta.
O SUPEREGO, responsável pelo principio da realidade, e se estrutura definitivamente através duma vivência universal que Freud chamou de complexo de Édipo.
O complexo de Édipo é uma experiência arquetípica, isto é, que todas as crianças passam. Na idade de 3 a 6 anos de idade, a criança começa a se “identificar amorosamente” pelo progenitor do sexo oposto. Essa identificação amorosa coincide com a descoberta da sexualidade na criança, e então ela se “apaixona” por este genitor.
Quando falamos em sexualidade e paixão na psicologia infantil, falamos em formas diferentes de descoberta e expressão afectiva e não de uma sexualidade e paixão adultas. Nesta altura a menina “apaixona-se” pelo pai, e o menino pela mãe. Também há uma identificação com o progenitor do mesmo sexo, não como figura amorosa mas como modelos de imitação. A menina, identificada com a mãe, trata a boneca como se fosse a filha, faz a comidinha, arruma a casinha, numa imitação clara da figura materna. O menino fará o mesmo, indo trabalhar, defendendo a casa e a família de possíveis invasores, etc.
Esta identificação permite a construção interior de uma imagem de mãe/mulher e pai/homem. E também permitirá a criança criar internamente recursos para “rivalizar” com o pai de mesmo sexo, na conquista do objecto de desejo – o pai de sexo oposto, permitindo a criança ser “a(o) namoradinha(o) do papai(mamãe)”. Esta rivalidade cria dentro da criança uma contradição de sentimentos, de amor e ódio simultaneamente pelo progenitor do mesmo sexo. Também criará na criança a fantasia de ser perseguida, punida e castrada por este progenitor. Essas situações podem ser percebidas numa espécie de luta simbólica, onde o menino compete com o pai pela mãe, mas que no final quem deverá perder é a criança. A criança ao sentir esse conflito interior de amor/ ódio, sentirá um misto culpa e frustração, pois perceberá que esta a mais na relação real amorosa entre seus pais.
Como estes sentimentos todos são demasiados dolorosos para conviver na consciência, serão completamente reprimidos para o inconsciente, e tal situação não será mais relembrada conscientemente, trazendo um sentimento horrendo quando imaginada a fantasia incestuosa. A resolução do complexo de Édipo é sempre dolorosa, e por isso a criança de 6 anos viverá uma fase de quase aversão aos indivíduos de mesmo sexo, que só mudará com a adolescência. Esse período é chamado de LATÊNCIA, período onde as meninas detestam os meninos e vice-versa, e onde toda a energia psíquica será dirigida para a socialização e desenvolvimento intelectual, o que coincide com a entrada para a escola.
É importante saber que o complexo de Édipo se dá em todas as pessoas e tem diferentes resoluções, uns lidando melhor que outros, e com resultados e consequências diferentes, mas para todos ele representa a consolidação da estrutura psíquica que chamamos SUPEREGO, isto é aquela instancia responsável pela contenção dos desejos do ID, responsável pela introspecção do NÃO, do estabelecimento da noção do que é proibido, o que não pode, o que é certo e errado, o medo da castração e punição. Todos estes conceitos são atribuídos a função de Saturno, bem como medo, rejeição, castração, proibição, culpa, repressão inconsciente, frustração, limite e regra, e também início da socialização e canalização dos impulsos para objectivos socialmente requisitados.
Psicologicamente, também podemos associar Saturno à outros princípios importantes. A criança vive tanto depois do nascimento quanto no início da identificação amorosa com o progenitor de sexo oposto, uma situação que chamamos SIMBIOSE. Neste processo, todas as necessidades da criança são percebidas e satisfeitas pela mãe, e a criança não tem noção do outro, do fora dela própria, acreditando que tudo é uma extensão de si própria. Podemos perceber isso, quando a criança, nos seus primeiros anos de vida, quer se esconder e fecha os próprios olhos com um pano. A crença é que se ela, a criança, não pode ver, então ninguém poderá também. Não há noção de um outro-que-não-sou-eu separado da criança. Da mesma forma se a criança desta idade quer brincar, ela não compreende e não aceita que alguém não queira. O outro tem que querer pois ela não compreende um outro separado dela, com vontade autónoma. A criança desta idade também não entende nenhum jogo com regras. As regras são saturninas e só podem ser compreendidas e cumpridas quando a criança já saiu da fase SIMBIÓTICA representada astrologicamente pela Lua. A criança vai incorporando o NÃO, a frustração causada pela indisponibilidade dos outros, a castração de seus desejos que nem sempre podem ser realizados, o medo da punição pelo não cumprimento das regras, e a noção de outro começa a surgir, assim como a satisfação da recompensa ao se cumprir a regra, ao respeitar o limite do outro e ter o seu limite respeitado, e assim vai surgindo a noção real do si mesmo, com contorno, limites bem definidos, quem eu sou, o que eu gosto, o que não gosto, o que quero e não quero, etc.
Podemos concluir então que a frustração e a perda (Saturno) da simbiose (Lua) leva ao conhecimento de si mesmo e a individuação (Sol).
Esta noção de unidade individual, permitida pela experiência de Saturno, poderá representar por outro lado um sentimento de separação (quebra da simbiose lunar) ou abandono, assim como as noções de rejeição, inferioridade, solidão e aridez social, inacessibilidade.
Também pode-se dizer que através da frustração das necessidades infantis introcjeta-se as leis e as regras que permitirão ao indivíduo reconhecer o outro, e viver em sociedade. Desta introjecção de nãos, reconhece-se também os direitos e deveres individuais e sociais. Toda a estrutura social esta assentada sobre o princípio Saturnino.
Sendo o segundo planeta social, Saturno representa o impulso de participação social, através da introjecção não só da responsabilidade pessoal, mas da responsabilidade também pelos outros, por aqueles que não se podem responsabilizar por si próprios. Daí nasce o conceito de estrutura política.
Saturno representa o desejo de crescer em sociedade, concentração de energia num objectivo definido, baseada no principio da realidade, isto é de retardar a satisfação imediata, o que atribuirá a Saturno o significado de força de vontade dirigida, esforço, perseverança, ambição social, e experiência prática.
Glifo:
A cruz(+) sobre a meia-lua.
Ao contrário de Júpiter, a meia-lua de Saturno esta abaixo da linha do horizonte, obrigando o homem a aceitar a experiência na Terra, a cumprir na terra a lei, a regra que Júpiter intuiu dum plano mais alto. Ao se continuar a meia-lua de Saturno, veremos que ela desce, é um princípio limitador, que restringe à experiência do homem à terra, na prática, obrigando-o a viver no mundo da forma limitada da existência material. Júpiter intui a ordem teoricamente, e Saturno obriga a cumprir a ordem na prática.
A noção de limitação pode ser associada à posição de Saturno no sistema solar. Saturno é o último planeta visto a olho nu, e por muito tempo representou o limite conhecido do sistema solar, sendo a fronteira portanto entre o conhecido e desconhecido (consciente e inconsciente) portanto, pode-se dizer que toda experiência material vai até Saturno.
A experiência é uma dos significados mais importantes de Saturno. Este Planeta actua através da experiência, isto é, através do fazer várias e várias vezes. Como a criança que tem que cair inúmeras vezes antes de aprender a andar, aprender através do erro é a forma de manifestação prática de Saturno. As frustrações que Saturno nos submete são essenciais para o verdadeiro aprendizado, que neste caso nunca é teórico, mas sim prático.
Saturno encerra em si a noção paradoxal de “fraqueza e força”, isto é, a maior fraqueza de um homem poderá ser também sua maior força. Como ele obriga a encarar a experiência, mais cedo ou mais tarde levará ao acerto, e o acerto repetido nos levará ao conceito de “força”, aquela experiência que somos muito bons porque a repetimos incontáveis vezes, errando das mais diversas formas até acertar.
Geralmente estes erros são muito dolorosos e a tendência é adiar a experiência o máximo possível, facto este que atribuirá a Saturno as características de medo de falhar, preocupação, dificuldade, pessimismo, atraso, demora, tempo, espera, paciência.
Este planeta também é conhecido como o Senhor do karma. Este significado pode remeter à perspectiva Kármica e ao processo de reencarnações, mas o que nos interessa é a noção de karma no sentido de aceitação da responsabilidade pelo retorno das nossas acções, sejam elas boas ou más. Saturno ensina que absolutamente TUDO àquilo que nos acontece é responsabilidade nossa, que para toda a causa existe um efeito e que todas as nossas atitudes terão um retorno. Esta Lei do Retorno é o ensinamento maior de Saturno. Tudo aquilo que somos agora é resultado de nossa atitude no passado, seja ele desta vida ou doutras anteriores. Tudo aquilo que fazemos, pensamos, desejamos agora, definirá quem nós seremos amanhã. Por isso, Saturno pode nos levar ao sentimento de responsabilidade pessoal ou à culpa, mas de qualquer forma, ao nos responsabilizarmos, tornamo-nos conscientes e consequentemente tornamo-nos livres, pois sabemos que só depende de nós, o Universo só ressoa àquilo que projectamos, e nossa vida é um espelho fiel desta Lei. Não se pode fugir da lei, mas se tivermos livre arbítrio, a lei passa a ser nossa maior amiga. Por isso, Saturno é conhecido como O Mestre. Ensina esta lei de forma pratica, nos mostrando o resultado e a consequência de nossas acções. Mesmo que leve muito tempo, o retorno sempre vem, seja ele bom ou ruim.
Associação com a Alquimia
Alquimicamente Saturno representa o chumbo, o material bruto e essencial sobre a qual a obra alquímica se realizará, e que se transformará em ouro (Sol).
O ouro, como vimos, representa o processo de individuação. Saturno, representando as regras, os limites, a experiência, a compreensão da responsabilidade sobre nossas acções como sendo o maior definidor de nosso destino (Lei do Retorno), é o que leva o indivíduo a um verdadeiro conhecimento de si próprio, de suas limitações, e um sentimento de coesão interior, indivisibilidade, totalidade que é o estado de individuação.
Há também um processo associado a Saturno na alquimia, chamado Nigredo, ou Sol niger, processo este que leva a obra a um estado de putrefacção, desintegração e que a primeira vista parece o fracasso final da obra, mas que pelo contrário, é um dos mais importantes processos, pois ele precede o Albedo, processo de branqueamento e iluminação. Este processo, o nigredo deve ocorrer várias vezes até não serem necessárias mais purificações. O Sol Níger, representa psicologicamente ao que Jung chamou de Sombra, isto é, uma parte da nossa natureza que é considerada feia, negra, escura, odiosa, algo que nós rejeitamos seja por influencia dos pais, da religião ou da sociedade, ou por que nós não queremos lidar com este lado escuro, e então o reprimimos e ele permanece inconsciente, mas é frequentemente projectado nos outros.
Esta projecção da Sombra acontece sempre que odiamos e condenamos uma atitude ou comportamento de alguém, pois estamos projectando no outro o ódio que temos de algo que é de nós próprios, mas que conscientemente não toleramos reconhecer.
O processo de individuação inclui a integração consciente do Sol Níger, ou do lado sombra, para que possamos de facto nos tornar não perfeitos, mas inteiros. A aceitação de nossas imperfeições, de nossos limites, de nossos defeitos faz parte de Nigredo, para que na sequência, ocorra o Albedo.
Também pode acontecer de ao reprimirmos este comportamento/desejo que consideramos mau, reprimirmos também o lado bom, criativo. A sombra positiva – admiração – também ocorre frequentemente, quando admiramos a qualidade que o outro tem e que nós também temos, mas não conseguimos expressar. Quando se integra a sombra, este lado positivo/criativo também torna-se consciente.
Associação à Mitologia
Na mitologia Saturno é Cronos, o deus do Tempo e da Forma. Depois de castrar seu pai Urano, Saturno mudou a ordem estabelecida por Urano, e a própria forma da vida, que antes era infinita e atemporal e depois passou a ser finita e condicionada pelo tempo. Antes para que qualquer coisa viesse a existir, bastava um pensamento criativo de Urano e pronto, a existência se fazia, e depois de Saturno, filho de gaia (terra), tudo teria de passar por um processo de nascimento físico, e consequente crescimento, envelhecimento e morte e todo o universo também estaria sujeito a condição limitada do espaço-tempo imposta por Cronos. A existência estaria sujeita a densidade da matéria.
Saturno soube pelo Oráculo que seria destronado por um dos seus filhos. A partir daí, passou a engolir toda a sua prole. Ao engolir a prole Cronos protegia a si próprio e ao mesmo tempo não precisava destruir os filhos, mantinha-os protegidos e inofensivos em seu interior. Réia, sua esposa, farta de ver os filhos submetidos a tirania do pai, escondeu um dos filhos, Zeus, que cresceu salvo pela mãe, que enganou Cronos dando uma pedra enrolada num manto para ele engolir. Cronos assim o fez, e não notou diferença nenhuma entre o bebé e a pedra, já que era cego. Quando adulto, Zeus envenenou a comida do pai e ele vomitou todos os seus filhos, que liderados por Zeus, se rebelaram contra o pai e deram início a uma nova era no Olimpo.
Através do mito de Cronos podemos observar alguns conceitos importantes. Primeiro a noção de tempo, limitação espaço-tempo, existência condicionada à matéria.
Outros dos conceitos que se retira do mito é o do complexo de Édipo, complexo este que Cronos viveu como o sendo o filho protegido pela mãe e como pai preterido pela esposa, rivalizando o pai e sendo rivalizado pelo filho. Esta situação remete a noção de que a forma como vivemos este complexo é a forma como o reproduziremos com nossos filhos. Saturno também “castra”o pai, conceito muito associado ao planeta. A noção de destronar e ser destronado também é um reflexo da lei do Retorno, que também já vimos, mais acima. Podemos retirar conceitos significativos da parte do mito que conta que Cronos engole os filhos para se proteger e também para protege-los, isto é para se defender e para defende-los dele próprio. Saturno rege todos os mecanismos de defesa. Todas as formas de nos protegermos das situações ameaçadoras são saturninas. O medo é o principal mecanismo de protecção. Inicialmente o medo é o que nos protege do perigo, através da memória de algo que deu errado no passado, deixando um medo, um trauma ou uma inibição. O medo é protector no sentido de travar ou impedir que se cometa o mesmo erro, é uma espécie de guardião, que leva a evitação máxima da experiência. Mas ao mesmo tempo, a experiência tem de ser repetida novamente, e enfrentar o medo com consciência permitirá ao indivíduo viver a experiência com mais maturidade e sabedoria. O que trará a segurança verdadeira é exactamente a experiência que foi evitada pelo medo. O que pode acontecer com Saturno é que se o medo for muito forte, poderá inibir totalmente, impedindo que se viva a experiência. Saturno pode asfixiar, matar, impedir completamente.
Um dos mais conhecidos mecanismos de defesas de Saturno é transformar aquilo que se teme em algo virtuoso. Como Cronos, que teme os que os filhos o destronem, mas transmite que ao os engolir os esta protegendo. E assim muitas das virtudes de Saturno são ilusões de um grande medo. Como o pessimista que se intitula realista, quando tem medo de ter fé no futuro e se decepcionar caso fracasse.
Por ultimo, podemos inferir que Cronos vomitando seus próprios filhos das entranhas representa o processo doloroso de integração da sombra, com os filhos representado as partes de cronos que ele próprio não reconheceu e mais tarde foi forçado a faze-lo e o sair das entranhas representando o processo de ir do inconsciente para o consciente.
Saturno rege Capricórnio e a casa X, e está exaltado em Balança e é co-regente de Aquário.